Questionário online busca ouvir comunidade acadêmica de todos os campi para mapear adaptações pedagógicas no ensino; objetivo é elaborar um guia de orientações

O objetivo central é identificar quais adaptações pedagógicas vêm sendo implementadas na universidade e avaliar sua efetividade (Crédito da imagem: Envato)
Você é estudante ou docente da Universidade de São Paulo (USP)? Então pode contribuir com uma pesquisa que investiga como as práticas inclusivas têm funcionado para estudantes com deficiência no ambiente universitário. Intitulado Adaptações Pedagógicas – Intervenções e Design Participativo para Educação Inclusiva na Universidade, o estudo disponibiliza um questionário online para toda a comunidade acadêmica por meio do formulário: https://forms.gle/7MnudrReAFiGSC7j7 (aberto para e-mails USP).
Após a coleta e organização das respostas, os dados servirão de base para a elaboração de um guia com orientações práticas voltadas a docentes, com o objetivo de apoiar a implementação de estratégias pedagógicas mais inclusivas na universidade. Destinado a todos os campi da USP, o estudo é desenvolvido pelo aluno Lucien Rodrigues Franzen, do Bacharelado em Engenharia de Computação, e conta com orientação da professora Leo Sampaio Ribeiro, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC). A pesquisa é desenvolvida no âmbito do Programa Unificado de Bolsas (PUB), na vertente de Inclusão e Pertencimento.
Segundo a docente, a proposta busca entender como e quais adaptações pedagógicas têm funcionado no ambiente universitário. “Queremos saber quais adaptações são mais efetivas na visão dos estudantes e professores também. Também queremos dar destaque a iniciativas alinhadas ao Desenho Universal do Aprendizado”, explica.
Princípios do Desenho Universal do Aprendizado (DUA) – A abordagem propõe que as práticas pedagógicas sejam planejadas desde o início para atender à diversidade de estudantes. Em vez de pensar em adaptações apenas após a identificação de uma necessidade específica, a abordagem busca estruturar o ensino de forma flexível, oferecendo múltiplas formas de acesso ao conteúdo, de participação nas atividades e de demonstração da aprendizagem.
A professora explica, que na prática, isso pode incluir estratégias como disponibilizar materiais em diferentes formatos, variar e flexibilizar métodos de avaliação, ampliar as possibilidades de interação em sala de aula e incluir recursos de acessibilidade à experiência dos alunos. “A intenção é destacar e registrar quais foram as adaptações mais bem recebidas pelos estudantes e docentes e fazer um levantamento daquelas que não estão formalmente registradas, especialmente as alinhadas ao Desenho Universal do Aprendizado”, afirma.
Por isso, a contribuição de estudantes que já precisaram ou usufruíram de adaptações pedagógicas é especialmente importante, independente de sua neurodivergência ou deficiência estar oficialmente registrada. A pesquisa também quer ouvir docentes que aplicaram tais recursos em suas aulas.
O guia que será elaborado pretende listar as adaptações mais efetivas e qual a avaliação dos estudantes sobre elas. “Esperamos que docentes considerem o nosso guia de implementação de adaptações no momento em que estão elaborando suas disciplinas e que ele contribua para que as aulas da USP sejam mais inclusivas para todos, além de reduzir barreiras burocráticas para o acesso à educação”, conclui a docente.
Texto: Raquel Sampaio, da Fontes Comunicação Científica
Mais informações
Pesquisa Adaptações Pedagógicas – Intervenções e Design Participativo para Educação Inclusiva na Universidade
- Formulário: https://forms.gle/7MnudrReAFiGSC7j7
- Público-alvo: estudantes e professores de todos os campi da USP
