A USP recebe a cota-parte de 5,02% da arrecadação do ICMS estadual; em 2026, recursos para permanência estudantil terão acréscimo de 3,94%

A última reunião do Conselho Universitário em 2025 foi realizada no dia 16 de dezembro – Foto: Adriana Cruz
O Conselho Universitário aprovou, em sessão realizada no dia 16 de dezembro, o orçamento da Universidade para 2026, que será da ordem de R$ 9,41 bilhões.
Desse montante, R$ 8,38 bilhões serão alocados diretamente no Orçamento Geral da USP (a Universidade recebe a cota-parte de 5,02% da arrecadação do ICMS estadual) e R$ 1,03 bilhão compõem a dotação orçamentária da São Paulo Previdência (SPPrev).
Os recursos alocados com pessoal serão de R$ 7,92 bilhões, com acréscimo de 5,63% em relação ao ano passado e comprometendo 84,17% dos recursos do Tesouro do Estado. Para custeio e investimentos, serão alocados R$ 1,33 bilhões.
Além dos repasses do Tesouro do Estado, estão previstos também recursos provenientes de receitas próprias (prestação de serviços, aluguéis, reembolsos etc.) por parte das Unidades de Ensino e Pesquisa no montante de R$ 1,17 bilhão.
“As prioridades estratégicas definidas nas diretrizes orçamentárias estão evidenciadas no orçamento. Importante destacar que o orçamento é uma projeção do valor que receberemos de arrecadação do ICMS. Nosso orçamento está bem realista de acordo com essa projeção”, considerou o reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior.
No que se refere a bolsas e auxílios concedidos a estudantes com necessidades socioeconômicas, a Política de Permanência e Formação Estudantil teve aumento de 3,94% em relação a 2025, totalizando R$ 215 milhões, valor que se refere apenas aos auxílios e bolsas pagos diretamente aos alunos de graduação e de pós-graduação da Universidade.
Considerando o programa como um todo (o que inclui auxílios, bolsas de estudo, gratuidade nos restaurantes, estágios, vagas em moradias estudantis, entre outras ações), o valor a ser investido em 2026 será da ordem de R$ 461 milhões.
“O valor alocado nas políticas de permanência atenderia mais de 56 mil famílias com o valor médio do bolsa-família. Somente em 25 entre os 5.570 municípios brasileiros, há mais recursos alocados no bolsa-família em relação ao investimento que a USP faz nessa política. É importante ter essa dimensão para mostrar o esforço que a Universidade tem feito nos últimos anos nas bolsas e auxílios oferecidos aos estudantes”, comparou a presidente da Comissão de Orçamento e Patrimônio (COP) e diretora da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA), Maria Dolores Montoya Diaz.
A professora mostrou a evolução da dotação orçamentária relacionada às ações de permanência estudantil e explicou que, em 2026, em relação ao montante do orçamento, 30% se referem aos investimentos relacionados a essa alínea. Em 2022, essa parcela era de 26% e, no ano passado, foi de 28%.
Como esta foi a última reunião da gestão do reitor e da vice-reitora Maria Arminda do Nascimento Arruda, Carlotti agradeceu a confiança depositada pelo Conselho: “A convivência durante estes quatro anos foi respeitosa e salutar. É muito importante ter um Conselho tão participativo e tenho certeza de que esse trabalho coletivo será mantido pelos próximos anos. Desejo que a USP se mantenha forte e vibrante e almejo muito sucesso para a gestão do professor Aluísio Segurado e da professora Liedi Bernucci, que se iniciará em janeiro próximo”.
Por Adriana Cruz – Jornal da USP



