USP celebra 92 anos de contribuições ao desenvolvimento

Universidade pública, gratuita, de qualidade e com reputação internacional, a USP segue construindo conhecimento a serviço da sociedade

No dia em que a USP completa 92 anos e uma nova gestão se inicia, com o reitor Aluísio Augusto Cotrim Segurado e a vice-reitora Liedi Légi Bariani Bernucci, celebra-se a trajetória de uma instituição cuja história se confunde com a própria vida da cidade e do Estado de São Paulo. Desde sua fundação, em 1934, a Universidade tem desempenhado papel central no desenvolvimento científico, cultural e social do país, formando profissionais, produzindo conhecimento e promovendo inovação. Para comemorar a data, confira algumas imagens que ilustram a história e o cotidiano da USP.

 

Vista aérea da Praça do Relógio, com a torre do relógio ao centro e ao fundo o prédio da Reitoria da USP
Em 25 de janeiro de 1934, o decreto nº 6.283 criou a Universidade de São Paulo (USP) para “promover, pela pesquisa, o progresso da ciência; transmitir pelo ensino, conhecimentos que enriqueçam ou desenvolvam o espírito, ou sejam úteis à vida; formar especialistas em todos os ramos de cultura, e técnicos e profissionais em todas as profissões de base científica ou artística; e realizar a obra social de vulgarização das ciências, das letras e das artes, por meio de cursos sintéticos, conferências palestras, difusão pelo rádio filmes científicos e congêneres”.
A proposta de criação de uma universidade se inseria em um projeto político voltado para a modernização do país e era vista pelos intelectuais como uma missão paulista. Nesse contexto, em 1934, por meio do decreto nº 6.283, Armando de Salles Oliveira, interventor federal, criou a Universidade de São Paulo.

Missão francesa (1934) -Foto: Acervo CAPH / FFLCH

Os fundadores da USP tinham a convicção de que o quadro de professores, principalmente da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL), deveria ser do mais alto gabarito. Visto que não se encontravam acadêmicos com essas qualidades em quantidade suficiente no Brasil, consideraram, então, o recrutamento de docentes estrangeiros das melhores universidades do mundo.
Na base de todo o processo de fundação da USP, esteve a criação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Ao redor dessa célula-mater se desenvolveu a vida universitária por excelência, com sua permanente ebulição de ideias e de novidades nos mais variados ramos do saber.
Antes mesmo da criação da USP, as escolas fundadoras — Faculdade de Direito, Escola Politécnica, Escola Livre de Farmácia, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Faculdade de Medicina e Faculdade de Medicina Veterinária — atenderam com excelência à demanda por advogados, engenheiros, médicos, agrônomos e outros profissionais.
O primeiro reitor da Universidade, Reynaldo Porchat, tomou posse no dia 6 de junho de 1934, data em que foi aprovado pelo Conselho Universitário o primeiro estatuto da Universidade.

Foto: Acervo/Esalq

Desde então, a Universidade segue uma trajetória de excelência em três pilares: ensino, pesquisa e extensão universitária, formando profissionais em todas as áreas do conhecimento, elaborando pesquisas de impacto científico e social e oferecendo serviços à sociedade.
A Universidade tem alcançado posições de destaque nos principais rankings internacionais de instituições de ensino superior. É a universidade latino-americana mais bem classificada no THE World Ranking 2025, no grupo de 201-250, e está entre as 100 melhores universidades do mundo em quatro áreas do conhecimento: Direito, Educação, Medicina e Saúde, e Artes e Humanidades.

Arte sobre foto de Cecília Bastos/USP Imagens

Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

A adoção gradual do sistema de cotas, iniciada no vestibular de 2018, permitiu que a USP atingisse a marca de 50% das vagas destinadas a candidatos oriundos de escolas públicas. Essa política foi fundamental para ampliar o acesso à Universidade, resultando no fato de que hoje cerca de metade dos alunos vem da escola pública, o que reforça a importância da USP como instituição pública comprometida com a inclusão e a diversidade social.
Possui mais de 98 mil alunos de graduação e pós‑graduação, formando uma comunidade acadêmica numerosa que contribui para a produção científica, o desenvolvimento social e a formação de profissionais altamente qualificados em diversas áreas do conhecimento, reforçando o papel da USP como uma das maiores e mais influentes universidades do País.
Responsável por mais de 20% da produção científica do Brasil, a USP se destaca como a principal universidade no cenário de pesquisa nacional, contribuindo de forma expressiva para o avanço do conhecimento e para a inovação em diversas áreas do saber, o que reforça seu papel central no desenvolvimento científico e tecnológico do País.
Atividades culturais e de extensão da USP alcançam milhões de pessoas, demonstrando o impacto das ações da Universidade na vida cultural e social da população.
A USP leva arte para o público ao manter um rico conjunto de atividades culturais, incluindo teatro, cinema, orquestras, rádio, coral e uma editora de livros, promovendo o acesso à cultura e à produção artística para a população.
Responsáveis por uma das maiores redes de informação acadêmica do País, as bibliotecas da USP reúnem 60 unidades físicas distribuídas por vários campi e museus e oferecem acesso a acervos impressos e digitais que apoiam ensino, pesquisa e extensão, reforçando o papel da Universidade na democratização do conhecimento para estudantes, pesquisadores e a sociedade.
Os museus e centros culturais da USP oferecem à população acesso a acervo histórico, científico e manifestações artísticas. Entre eles, o Museu do Ipiranga, reinaugurado no bicentenário da Independência, destaca-se por suas novas áreas expositivas e maior acessibilidade, reforçando o papel da Universidade na educação, cultura e formação de consciência histórica crítica em São Paulo.
Um dos principais desafios da USP em seus 92 anos de história foi o enfrentamento da pandemia da covid-19. A Universidade dispôs de sua infraestrutura tecnológica e contou com o engajamento da comunidade universitária para dar continuidade às atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Mais de 250 grupos de pesquisas direcionaram seus trabalhos para auxiliar a sociedade. O desenvolvimento de ventiladores pulmonares de baixo custo do Projeto Inspire é um exemplo desse esforço. Os equipamentos foram distribuídos para hospitais nos Estados de São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro e Mato Grosso.
A USP se destaca pela inovação, contando com uma agência de apoio à pesquisa aplicada e com parques tecnológicos que transformam conhecimento em produtos, serviços e soluções, aproximando a universidade do setor produtivo e fortalecendo o desenvolvimento tecnológico, o empreendedorismo e o impacto social da ciência produzida na Universidade.
Está escrito no brasão da Universidade “Vencerás pela ciência”. E é com a ciência que a Universidade tem enfrentado desafios e conquistado reconhecimento nacional e internacional nesses 92 anos de história.
É esse o DNA que permitiu à USP atravessar quase cem anos sem perder de vista seus ideais: pesquisar, ensinar e estender seus serviços à comunidade, ajudando a criar a implantar políticas públicas. Assim, como estava escrito no decreto de sua criação em 25 de janeiro de 1934.
Texto: Adriana Cruz e Thais H. Santos
Fotos: Jorge Maruta, Cecília Bastos, Marcos Santos, George Campos, Acervo CAPH FFLCH
Jornal da USP

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