Equipe da EESC vivencia a dura realidade do desafio da universalização do saneamento na cidade de Porto Velho (RO)

Alunos dos cursos de Engenharia Ambiental e Civil da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, acompanhados pelo professor do Departamento de Hidráulica e Saneamento (SHS), Tadeu Malheiros, retornaram recentemente a São Carlos após quase dez dias de reuniões e visitas de campo em Porto Velho para tratar do tema da universalização do saneamento, no âmbito do projeto de extensão Mobilização e Capacitação para o Saneamento Ambiental em Áreas de Vulnerabilidade Social, aprovado no edital do MEC/SESu PROEXT 2016.

eesc projeto porto velho
Obras atrasadas de conjuntos habitacionais não contribuem para resolver os problemas habitaonais, especialmente da parcela da população vulnerável que ocupa áreas não regularizadas, sem sistemas de abastecimento de água confiáveis.

Segundo o estudo do Instituto Trata Brasil realizado a partir da base de dados de 2015 do Sistema Nacional de Informações de Saneamento (SNIS), Porto Velho está na posição 97 entre 100 cidades que foram avaliadas segundo a evolução dos indicadores de água, esgotos, investimentos e perdas de água. Alinhados com os principais esforços das Nações Unidas na busca por soluções para a problemática socioambiental do planeta, o grupo pretende colaborar no desafio de assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos.

Nessa missão de trabalho, a equipe realizou atividades integradas com gestores dos órgãos públicos relacionados à temática do saneamento e área de vulnerabilidade socioambiental e pode entender melhor as relações complexas que se dão numa cidade, o papel da engenharia nas infraestruturas urbanas e habitação e a importância de dialogar com a comunidade. Dessa forma, também visitaram vários programas municipais de assistência social e conversaram com lideranças de comunidades em áreas com carência de saneamento.

O quadro é realmente crítico, a maioria da população vulnerável depende de poços rasos para suprimento de água, e muitos deles estão em situação de alto risco, dada a proximidade com fossas de esgoto. A atual situação da infraestrutura de saneamento no município é delicada, como também a provisão de alternativas de habitação acessíveis a essa população, muitas obras atrasadas ou ainda nem saíram do projeto. Ao mesmo tempo, a equipe conta que foi muito bem recebida, e observou que os gestores locais estão bastante engajados na reversão desse quadro complicado.

Nessa missão o Projeto identificou também diversas lacunas de tecnologia e práticas de gestão para a universalização do saneamento no município e já está planejando, para a próxima viagem, diversas atividades de aproximação entre governo e sociedade com a universidade, além de capacitação no tema foco do projeto.

Mais informações:
Professor Tadeu Malheiros
Departamento de Hidráulica e Saneamento da EESC
Tel.: (16) 3373-9524
E-mail: tmalheiros@usp.br

Por Assessoria de Comunicação da EESC
Imagem: Professor Tadeu Malheiros

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